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A tentação pelo consumo
Publicado 22 Setembro, 2015
A tentação pelo consumo
Ricardo Rolim Ricardo Rolim
Educação Financeira
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Hoje vamos falar da tentação por gastar. Que vivemos numa sociedade altamente consumista, onde muitas pessoas buscam uma fuga para os problemas por meio do consumo, acredito que vocês já sabem. O problema é quando essa fuga começa a prejudicar o seu bolso e também o bolso de quem você gosta.

Já escrevemos aqui sobre como equilibrar seu orçamento (se você não leu ou se quiser ler novamente, basta clicar aqui) e também demos algumas dicas para sair do vermelho (veja aqui).

Muito provavelmente sua caixa de e-mails é inundada diariamente com aquelas “ofertas imperdíveis” lhe instigando a comprar. Aquele celular que você sonha podendo pagar em 10 suaves prestações, ou aquele tênis que você vai usar para fazer sucesso na academia... Enfim, motivos não faltam. Mas será que o seu bolso aguenta?

Transcrevo, a seguir, trecho do livro “A Árvore do Dinheiro”, do professor Jurandir Sell Macedo Jr, pioneiro no Brasil no ensino da disciplina Educação Financeira:

O melhor consumo é aquele que contribui para sua qualidade de vida e, ao mesmo tempo, não prejudica a comunidade à sua volta. Essa ideologia é, no mínimo, convidativa a um exercício interessante que você pode fazer toda vez que tiver vontade de sair disparando o cartão de crédito.

Antes de gastar, pergunte-se se o item que você deseja consumir vale a quantidade de vida que você precisa despender para comprá-lo. Pegue seu salário e faça a conta. Divida o que você ganha cada mês por suas horas de trabalho. Depois calcule quanto certo objeto de seu desejo custa em termos de horas. Em seguida, analise se está disposto a trabalhar a quantia de horas que a satisfação do desejo exigirá de você.

Exemplo prático do que o autor ensina: suponha que você receba líquidos R$ 3.000,00 por mês. Considerando que você trabalha 8 horas por dia, 40 horas por semana, e que um mês possua 22 dias úteis: isso significa que você trabalha em média 176 horas por mês, e que por cada hora de trabalho você recebe R$ 17,04. Passando por uma loja, você viu na vitrine uma linda bolsa por R$ 400,00; aí você se pergunta: "Devo comprar?". Agora faça as contas: para comprar aquela bolsa, você precisa trabalhar quase 24 horas (R$ 400,00 / 17,04h = 23,47 $/h); são quase 3 dias de trabalho só pela bola. Pergunte-se: "vale a pena, para mim, trabalhar quase 3 dias a fim de satisfazer esse desejo?". Obviamente, não vamos entrar no mérito se vale ou não vale, o que queremos chamar a atenção é que somos tentados diariamente a consumir. No exemplo dado, pode parecer pouco, mas comece a juntar os gastos diários, desde o almoço fora, o cafezinho do shopping, o chope semanal com os amigos...

Então, façamos assim: na próxima compra, tente colocar em prática essa regra. Reiterando: não estamos pedindo para você quebrar o seu cartão de crédito, mas transformá-lo em seu aliado, não inimigo. Não precisa deixar de realizar sonhos ou de deixar de comprar algo que realmente lhe será útil, mas procuremos gastar com responsabilidade.

Faça essa experiência e daqui a algum tempo nos conte como foi.

Até a próxima.


O texto reflete a opinião do(s) autor(es). O Minuto Dinheiro não se responsabiliza por lucros ou prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.

Ricardo Rolim, formado em Administração de Empresas, e um curioso em investimentos no mercado de ações e no Tesouro Direto, onde mantém aplicações.

 

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