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É preciso conhecer as dívidas para poder se livrar delas.
Publicado 07 Julho, 2016
É preciso conhecer as dívidas para poder se livrar delas.
Ricardo Rolim Ricardo Rolim
Educação Financeira
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O argumento é repetitivo quando as pessoas nos procuram para pedir a ajuda: “não posso investir pois estou devendo bastante". 

Aí perguntamos quanto deve e o pior vem na resposta seguinte: “não sei quanto devo!”. Na verdade as pessoas não possuem, em sua maioria, qualquer controle sobre as dívidas que possuem. 

É muito comum ver o desejo de investir no Tesouro Direto ou em Fundos Imobiliários, por exemplo. Mas vem aquela história das dívidas. Aqui no Minuto Dinheiro, nós já demos algumas dicas básicas, como nos artigos 5 dicas para sair do vermelho e Equilíbrio no orçamento familiar. Mas o assunto endivadamento é recorrente! De acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, as famílias começaram o ano de 2016 mais endividadas.

Pois bem: o que fazer para deixar de dever?

Acredito que seja muito importante, de todo modo, entender que nem sempre é ruim. Existem dívidas boas, inclusive! Seriam alguns exemplos:

  1. Quando um profissional liberal financia um veículo que será fundamental para suas atividades profissionais, ou seja, o veículo será uma ferramenta para ajudar esse profissional a ganhar dinheiro.
  2. O endividamento contraído em um financiamento imobiliário com juros reduzidos ou até subsidiados, como os do programa Minha Casa, Minha Vida. 
  3. A contratação de um empréstimo consignado (com juros em torno de 2% a.m., por exemplo) para pagar uma dívida maior, de cartão de crédito ou cheque especial, onde os juros estão em torno de 15% ao mês. Nesse caso, foge-se dos juros maiores para juros menores.

Em todos os exemplos acima, com as parcelas cabendo dentro do orçamento, as dívidas podem ser consideradas boas pois podem até ajudar a aumentar o patrimônio de quem as contraiu ou a diminuir as dívidas de uma maneira mais saudável pro bolso e até pra para a própria saúde do devedor.

Os exemplos de dívidas ruins são as dívidas com cheque especial e cartão de crédito. Não que o cheque especial e o cartão de crédito sejam ruins, muito pelo contrário. O problema está no uso inadequado dessas ferramentas, principalmente quando o consumidor compra pelo impulso, como uma fuga para os problemas, ou ainda seduzido pelas propagandas que não param de chegar em nossos e-mails. 

 

Saindo das dívidas

Para sair das dívidas, caso você tenha entrado nelas, o primeiro passo é ter consciência de que elas existem e podem até prejudicar ou comprometer o seu futuro, como por exemplo: impedindo a realização do sonho de troca ou aquisição de um carro que poderia vir a ser usado como ferramenta de trabalho ou até mesmo para conseguir um emprego, pois algumas empresas, embora não admitam, realizam consultas ao SERASA/SPC para verificar se o candidato está com o nome na lista de devedores, o que pode ser um fator impeditivo de contratação.

Tendo consciência de que deve, o próximo passo é anotar todas as dívidas e despesas mensais. Pode até parecer trabalhoso e entediante, mas sem esse controle rigoroso, você não visualizará pra onde está indo seu dinheiro. Anote num caderninho ou numa planilha de computador, ou ainda em aplicativos gratuitos disponíveis para smartphones. Nesse primeiro momento o que importa é anotar! Aqui no Minuto Dinheiro nós temos uma planilha como sugestão: clique aqui e faça o download.

Se for preciso, converse com seus familiares, esposa(o), noiva(o), namorada(o). É importante que eles estejam conscientes e quem sabe possam de alguma maneira incentivar ou ajudar você a superar as dívidas.

Tendo tomado consciência dos gastos, você vai verificar que sempre há espaço para redução. Verifique se existe um excesso de compras a prazo e evite fazer novas dívidas enquanto não zerar as existentes. Observe, também, o que você pode reduzir de imediato: pacote de celular e TV a cabo e até aquelas saídas das sextas, sábados e domingos...

Buscar ajuda profissional também é um bom caminho.

Na próxima semana, listaremos algumas ações que você pode tomar. 

 

Até a próxima.

 

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