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Na crise, seu melhor aliado pode se transformar no seu pior inimigo
Publicado 30 Julho, 2015
Na crise, seu melhor aliado pode se transformar no seu pior inimigo
Márcio Raimundo Márcio Raimundo
Educação Financeira
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Esta semana o Comitê de Política Monetária (COPOM) aumentou pela sétima vez seguida a taxa básica de juros, a SELIC. Com isso, a taxa de juros está em 14,25% ao ano, maior nível desde 2006.

A alta dos juros pode ser uma péssima notícia para uns, da mesma forma que pode ser uma maravilha para outros. Na crise, o seu melhor aliado pode ser o seu pior inimigo. Depende do lado que você se posicionar.

A alta da SELIC traz consequências terríveis para quem contrai dívidas: as taxas de juros dos cartões de crédito e do cheque especial chegam a níveis estratosféricos, superiores a 300% ao ano;  mesmo os empréstimos consignados, que são mais baratos porque o banco faz o débito direto no contracheque do cliente, podem chegar a 50% e até mais de 100% ao ano, dependendo do banco.

Somente para ilustração, imagine uma dívida de R$ 5 mil reais cartão de crédito. Em 24 meses o valor da dívida subiria para absurdos R$ 75.893,14 considerando um juro de 12% ao mês, atualmente cobrado pela maioria dos cartões.

Portanto, fica a dica: fuja dos débitos em cartão de crédito e cheque especial. Se você tem dívidas com juros altos, procure trocar a dívida por outra com juros menores. Economizar é a palavra de ordem em tempos de crise. Já demos várias dicas nos posts “5 dicas para sair do vermelho”, “Equilíbrio no orçamento familiar”, “Quer poupar e não sabe começar? Pague-se primeiro” e “Na crise, enquanto todos choram, venda lenços”. Também, de maneira bem didática, explicamos o que é a Taxa SELIC, e como você pode tirar proveito dela.

Por outro lado, a alta dos juros faz com que você tenha a possibilidade de multiplicar suas economias sem nenhum esforço. Basta deixar os juros compostos trabalharem pra você. Albert Einstein já dizia que “os juros compostos são a maior descoberta matemática de todos os tempos”.

As aplicações em renda fixa nunca estiveram tão convidativas. As LCI’s e LCA’s estão pagando mais de 100% do CDI em bancos menores; o Tesouro Direto tem diversos títulos que garantem o rendimento da SELIC ou IPCA + 6,5%; há boas opções de CDB pagando 90% do CDI e até a bolsa de valores, que sofre com a alta dos juros porque fica menos atraente, entra em seu “período de promoção”.

Para aproveitar essa alta dos juros, basta escolher uma ou mais opções dentre as várias que estão disponíveis, aplicar seu dinheiro com sabedoria e esperar que o dinheiro trabalhe por você.

Já falamos sobre aplicações em renda fixa e em renda variável em vários de nossos artigos. Se você é conservador e prefere a renda fixa, leia os posts “Tesouro Direto: segurança e rentabilidade para investir” e  “LCI e LCA, as novas letrinhas da moda para investimento em renda fixa”, entre outros.

Se você tem o perfil um pouco mais agressivo e se interessa por renda variável, sugiro a leitura dos posts “Por que investir na bolsa de valores”, “Como escolher uma corretora de valores”, “Como ganhar dinheiro bebendo cerveja” e “5 perguntas que você deve fazer antes de comprar uma ação”, entre outros.

Aqueles mesmos R$ 5 mil acima mencionados, se aplicados numa LCA durante 24 meses pode chegar a R$ 6.500,00. Nada mal, né?

Diante das opções apresentadas eu te pergunto: De que lado você prefere estar? Você quer que os juros compostos sejam seu aliado ou seu inimigo? Cabe a você escolher.

Até a próxima.


O texto reflete a opinião dos autores. O Minuto dinheiro não se responsabilizam por lucros ou prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.

Márcio Raimundo, investidor da bolsa desde 2009; leitor assíduo de fóruns e portais de economia e finanças, mostrará que investir na bolsa é mais simples do que se imagina.



 

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